História
A história da Serra do Cipó remonta às comunidades primitivas que acreditavam no poder sobrenatural ou mágico dos desenhos e por isso deixaram seu registro, através de pinturas rupestres. Para provar a existência dessas marcas basta se adentrar dentro das cavernas e grutas presentes na região, que possuem um acervo rico de figuras entalhadas. Períodos marcantes da História do Brasil tiveram como cenário os belos contornos da Serra do Cipó. O lugar serviu como via de acesso aos Bandeirantes que partiam de São Paulo em busca de ouro e pedras preciosas após o descobrimento do Brasil. Era através dos acidentados caminhos da Serra do Espinhaço que aqueles aventureiros buscavam acesso à Vila do Serro Frio (hoje município do Serro) até atingir o cobiçado Arraial do Tejuco, mais tarde batizado com o nome de Diamantina. Há vestígios de uma antiga estrada de pedras construída pelos escravos, no local chamado Mãe D`Água, que dá origem a uma das mais belas cachoeiras da região, a Véu da Noiva. Por essa trilha subiam e desciam os tropeiros e suas mulas, transportando sonhos de riquezas.
Logo no início da década de 50, as belezas naturais da Serra do Cipó começaram a ser divulgadas pela imprensa, impulsionando o fluxo de turistas na região. A partir do pretexto de preservar o lugar, os moradores locais criaram um movimento que visava a implementação de uma unidade de conservação. Tal atitude se concretizou em 1975 com a criação do Parque Estadual da Serra do Cipó, com extensão de 27.600 hectares. Isso despertou o interesse de pesquisadores de diversas áreas ligadas ao Meio Ambiente. Assim, o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF) instituiu uma comissão para estudar a viabilidade de transformar o parque estadual em parque nacional.
Inicialmente conhecida como Serra da Vacaria, teve no século XVIII seu nome mudado para Serra da Lapa. Com o estabelecimento da Fazenda Cipó pela família Moraes, aparece pela primeira vez o nome, inspirado nas curvas do rio.
Com a mudança de proprietário em 1823, Major Antônio dos Santos Ferreira, a região conhece um período de riqueza e desenvolvimento. As marcas deste período ainda hoje atraem turistas e estudiosos à Serra do Cipó.